Lutas de agricultores contra Monsanto deram resultado (relatório de ONG) 2012/04/03
PARIS - Da África à América Latina passando pela Europa e a Índia, milhares de agricultores protestaram contra a Monsanto e seus alimentos geneticamente modificados, um esforço que teve resultados, já que levou os responsáveis políticos a regulamentar melhor o sector agro-alimentar, segundo um relatório de várias ONGs.
"Onde a Monsanto está presente, as sementes locais passam a ser ilegais, a biodiversidade desaparece, as terras são contaminadas e os agricultores e trabalhadores agrícolas são envenenados, incriminados, expulsos de suas terras", afirmam Os Amigos da Terra Internacional, Via Campesina e Combate Monsanto no relatório.
Em quase quarenta páginas, o documento relata, com testemunhos, os recentes combates contra o principal fornecedor de sementes geneticamente modificadas.
"Este relatório demonstra que as fortes objecções dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil tiveram um impacto sobre os responsáveis políticos encarregados de regulamentar o sector agro-alimentar e de decretar as normas sobre pesticidas e cultivos transgénicos", destaca a síntese do texto.
Na Guatemala, por exemplo, as redes antitransgênicos alertaram sobre projectos de legislação e de adopção de programas de desenvolvimento americanos que favoreciam a chegada de sementes transgénicas ao país.
Na África, uma aliança pela soberania alimentar pode não seguir o exemplo da África do Sul, que adoptou a tecnologia dos transgénicos "apesar das variedades de plantas transgénicas em questão (...) não resistirem nem à seca nem às inundações", aponta o relatório.
Na Europa, a opinião pública é maioritariamente contrária à produção de alimentos a partir de sementes geneticamente modificadas.
Segundo o relatório, o combate é mais difícil nos países em desenvolvimento ou emergentes.
Apesar disso, alguns movimentos agrícolas conquistaram algumas vitórias, como a moratória sobre a beringela BT, uma versão transgénica do legume na Índia, ou a rejeição das doações de sementes híbridas no Haiti, depois de uma mobilização massiva contra os riscos para a soberania alimentar.
Apesar de toda esta mobilização, o relatório lamenta "a ofensiva sem precedentes do agronegócio sob a bandeira da nova 'economia verde' nos preparativos da cúpula Rio+20" prevista para Junho.
"Onde a Monsanto está presente, as sementes locais passam a ser ilegais, a biodiversidade desaparece, as terras são contaminadas e os agricultores e trabalhadores agrícolas são envenenados, incriminados, expulsos de suas terras", afirmam Os Amigos da Terra Internacional, Via Campesina e Combate Monsanto no relatório.
Em quase quarenta páginas, o documento relata, com testemunhos, os recentes combates contra o principal fornecedor de sementes geneticamente modificadas.
"Este relatório demonstra que as fortes objecções dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil tiveram um impacto sobre os responsáveis políticos encarregados de regulamentar o sector agro-alimentar e de decretar as normas sobre pesticidas e cultivos transgénicos", destaca a síntese do texto.
Na Guatemala, por exemplo, as redes antitransgênicos alertaram sobre projectos de legislação e de adopção de programas de desenvolvimento americanos que favoreciam a chegada de sementes transgénicas ao país.
Na África, uma aliança pela soberania alimentar pode não seguir o exemplo da África do Sul, que adoptou a tecnologia dos transgénicos "apesar das variedades de plantas transgénicas em questão (...) não resistirem nem à seca nem às inundações", aponta o relatório.
Na Europa, a opinião pública é maioritariamente contrária à produção de alimentos a partir de sementes geneticamente modificadas.
Segundo o relatório, o combate é mais difícil nos países em desenvolvimento ou emergentes.
Apesar disso, alguns movimentos agrícolas conquistaram algumas vitórias, como a moratória sobre a beringela BT, uma versão transgénica do legume na Índia, ou a rejeição das doações de sementes híbridas no Haiti, depois de uma mobilização massiva contra os riscos para a soberania alimentar.
Apesar de toda esta mobilização, o relatório lamenta "a ofensiva sem precedentes do agronegócio sob a bandeira da nova 'economia verde' nos preparativos da cúpula Rio+20" prevista para Junho.
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hW8-5lTCkrhhhiG2k80eBqxSbi7A?docId=CNG.c9a00d7332e33a80fd8ad4da96d254fb.161
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Ciclo de Debates "Produzir Local, Pensar Global!"
Participe Ciclo de Debates "Produzir Local, Pensar Global!"
De 26 a 28 de Abril na Academia da Juventude e das Artes da ilha Terceira.
Programa:
26 Abril | Quinta
ECOPRODUÇÃO
Moderador - Professor Doutor João Batista
19h30 Professor Doutor António Mexia
- Produzir Local, Pensar Global
20h00 Engº José Carlos Marques - A Agricultura
Biológica na Economia Local
20h30 Avelino Ormonde - Agricultura Biológica
na Terceira e nos Açores
27 Abril | Sexta
PRODUÇÃO CONVENCIONAL - ORIENTAÇÕES
FUTURAS
Moderador - Professor Doutor António Mexia
19h00 Engª Fátima Amorim - Apoios governamentais
à produção local
19h30 Engª Conceição Filipe - 20 anos de
produção hortoflorifrutícola na Terceira
20h00 Engª Ana Paula Nunes - Utilização
sustentável dos pesticidas e alterações no
modo de produção
28 Abril | Sábado
ALIMENTOS LOCAIS, ALIMENTOS SAUDÁVEIS
9h30 Pe. Francisco Dolores - Utilização de
Ervas Medicinais
10h00 Drª Claúdia Meneses - Agricultura à
mesa: vantagens nutricionais
10h30 Avelino Ormonde - Smothies
OPORTUNIDADES DE MERCADO
Moderador - Vice-Presidente CMPV - Paulo
Messias
14h30 Drª Mónica Oliveira - Consumo Responsável
15h00 Representantes da Área Comercial -
Perspetivas da Substituição da Importação por
Produtos Locais
15h30 Engº António Domingues - A exportação
de fruta e flores a partir da Ilha Terceira
16h00 Engº António Marques - Breve resenha
histórica do setor apícola - perspetivas de
mercado
16h30 Sessão de encerramento pelo Exmº Sr.
Secretário Regional da Agricultura e Florestas
Palestra «Aves dos Açores: À descoberta da paisagem sonora das ilhas»
Aqui fica o registo da segunda palestra inserida no nosso plano de actividades para 2012 no âmbito da Educação Ambiental. O nosso agradecimento especial aos palestrantes Cecília Melo e Carlos Pereira e a todos os participantes que compareceram em mais esta actividade da Gê-Questa...
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