Sensibilização Ambiental com Crianças a frequentar Campo de Férias
Caçadores submarinos da Terceira dão peixe para ajudar carenciados
DISTRIBUIÇÃO SERÁ FEITA PELA CÁRITAS
Os caçadores submarinos da Terceira vão entregar duas vezes por mês o produto das suas caçadas à Cáritas, para que esta instituição de solidariedade distribua o peixe pelas famílias mais carenciadas.As estimativas dos promotores desta iniciativa indicam que podem ser apanhados entre 150 e 300 quilos de peixe por cada caçada dos cerca 20 caçadores associados.
"Nivelando por baixo, entre 15 a 20 quilos por caçador será razoável", frisou João Pedro Barreiros, acrescentando que a intenção é entregar o peixe "uma a duas vezes" por mês à Cáritas, a quem compete depois a sua distribuição pelas famílias mais necessitadas.
Esta é uma iniciativa do curso de licenciatura em Guias da Natureza, da Universidade dos Açores, que tem o apoio da associação Gê-Questa, a que se associa também a APPS.
Para a presidente da Cáritas nos Açores, esta é "uma iniciativa de saudar", frisando que se trata de uma associação sem fins lucrativos que se associa a uma instituição de solidariedade social, "procurando juntar uma atividade de desporto a uma ação caritativa".
"Normalmente, os nossos cabazes não têm este tipo de alimentos porque não podemos lá chegar", afirmou Anabela Borba, adiantando que esta "é uma forma de dar uma fonte alimentar mais rica".
Anabela Borba não contabilizou o número de pessoas que recorre à ajuda da Cáritas nos Açores, mas admitiu que "há muita gente a pedir ajuda".
PETIÇÃO REMETIDA ÀS AUTORIDADES REGIONAIS - OGM
Ambientalistas contra
transgénicos nos Açores
A petição realizada através da Internet foi remetida à Assembleia Legislativa que deverá aprecia-la em breve.
O documento apela às autoridades regionais para que criem mecanismos para impedir a introdução nos Açores de variedades de vegetais geneticamente modificadas.
É também solicitada a proibição na Região de material de propagação (vegetativo ou seminal), que contenha organismos geneticamente modificados, mesmo que sejam destinados a campos de natureza experimental.
Os signatários da petição defendem, também, a necessidade de serem criados mecanismos legais de natureza contraordenacional e de sanções acessórias para quem cometa infrações relacionadas com os transgénicos.
Por outro lado, os peticionários apelam às autoridades regionais que declarem os Açores como uma zona livre de cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados.
Valores naturaisDe acordo com o texto da petição, os Açores "primam pela sua singularidade no contexto nacional e internacional no que respeita às práticas da atividade agrícola, caracterizadas por uma associação com os valores naturais e agroambientais".
Sendo assim, o texto refere que a Região dispõe de condições singulares que permitem a criação de produtos de qualidade certificados, como o ananás, meloa, alho, laranja ou vinho.
O documento considera que"as sementeiras convencionais utilizadas na agricultura tradicional, constituem uma herança genética de valor intrínseco incalculável que cabe a todos nós preservar para as gerações vindouras".
Recorde-se que o Governo Regional anunciou o mês passado que vai solicitar à União Europeia que declare os Açores como uma região livre de produtos transgénicos.
Dois agricultores de São Miguel plantaram milho transgénico no âmbito de um projeto experimental e outros dois da Terceira preparam-se para fazer o mesmo, mas terão acabado por desistir (informação não confirmada).
in DI 27-07-2011