Sensibilização Ambiental com Crianças a frequentar Campo de Férias


No passado dia, 4 de Julho, a Gê-Questa em parceria com a instituição Olhar Poente realizou  uma actividade de sensibilização ambiental com um grupo de 20 crianças. Esta incluiu uma visita ao Forte Grande de São Mateus, visita às poças de maré e passeio à zona balnear do Negrito.






Caçadores submarinos da Terceira dão peixe para ajudar carenciados

DISTRIBUIÇÃO SERÁ FEITA PELA CÁRITAS

Os caçadores submarinos da Terceira vão entregar duas vezes por mês o produto das suas caçadas à Cáritas, para que esta instituição de solidariedade distribua o peixe pelas famílias mais carenciadas.
"Se o dia em que nos encontrarmos para caçar correr bem, podemos contribuir com uma quantidade significativa de proteínas, que será direcionada para pessoas que dificilmente terão acesso a ela", afirmou João Pedro Barreiros, representante da Associação Portuguesa de Pesca Submarina (APPS) nos Açores.

As estimativas dos promotores desta iniciativa indicam que podem ser apanhados entre 150 e 300 quilos de peixe por cada caçada dos cerca 20 caçadores associados.
"Nivelando por baixo, entre 15 a 20 quilos por caçador será razoável", frisou João Pedro Barreiros, acrescentando que a intenção é entregar o peixe "uma a duas vezes" por mês à Cáritas, a quem compete depois a sua distribuição pelas famílias mais necessitadas.
Esta é uma iniciativa do curso de licenciatura em Guias da Natureza, da Universidade dos Açores, que tem o apoio da associação Gê-Questa, a que se associa também a APPS.
Para a presidente da Cáritas nos Açores, esta é "uma iniciativa de saudar", frisando que se trata de uma associação sem fins lucrativos que se associa a uma instituição de solidariedade social, "procurando juntar uma atividade de desporto a uma ação caritativa".
"Normalmente, os nossos cabazes não têm este tipo de alimentos porque não podemos lá chegar", afirmou Anabela Borba, adiantando que esta "é uma forma de dar uma fonte alimentar mais rica".
Anabela Borba não contabilizou o número de pessoas que recorre à ajuda da Cáritas nos Açores, mas admitiu que "há muita gente a pedir ajuda".

in DI 09-08-2011

PETIÇÃO REMETIDA ÀS AUTORIDADES REGIONAIS - OGM

Ambientalistas contra

transgénicos nos Açores


Duas associações ambientalistas dos Açores promoveram a realização de uma petição sobre o cultivo de organismos geneticamente modificados na Região.
Cerca de 1.500 pessoas subscreveram uma petição promovida pelas associações ambientalistas Amigos dos Açores e Gê-Questa que apela à proibição do cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados na Região.
A petição realizada através da Internet foi remetida à Assembleia Legislativa que deverá aprecia-la em breve.
O documento apela às autoridades regionais para que criem mecanismos para impedir a introdução nos Açores de variedades de vegetais geneticamente modificadas.
É também solicitada a proibição na Região de material de propagação (vegetativo ou seminal), que contenha organismos geneticamente modificados, mesmo que sejam destinados a campos de natureza experimental.
Os signatários da petição defendem, também, a necessidade de serem criados mecanismos legais de natureza contraordenacional e de sanções acessórias para quem cometa infrações relacionadas com os transgénicos.
Por outro lado, os peticionários apelam às autoridades regionais que declarem os Açores como uma zona livre de cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados.
Valores naturaisDe acordo com o texto da petição, os Açores "primam pela sua singularidade no contexto nacional e internacional no que respeita às práticas da atividade agrícola, caracterizadas por uma associação com os valores naturais e agroambientais".
Sendo assim, o texto refere que a Região dispõe de condições singulares que permitem a criação de produtos de qualidade certificados, como o ananás, meloa, alho, laranja ou vinho.
O documento considera que"as sementeiras convencionais utilizadas na agricultura tradicional, constituem uma herança genética de valor intrínseco incalculável que cabe a todos nós preservar para as gerações vindouras".
Recorde-se que o Governo Regional anunciou o mês passado que vai solicitar à União Europeia que declare os Açores como uma região livre de produtos transgénicos.
Dois agricultores de São Miguel plantaram milho transgénico no âmbito de um projeto experimental e outros dois da Terceira preparam-se para fazer o mesmo, mas terão acabado por desistir (informação não confirmada).

in DI 27-07-2011  

Balanço do Voluntariado Ambiental

Desde o dia 8 de Julho até 23 decorreu na Ilha Terceira a segunda Edição do Voluntariado Ambiental nos Açores, organizado pela Gê-Questa. A iniciativa foi um sucesso, as vagas, que inicialmente eram 8, esgotaram a poucos dias de ser abertas, devido ao elevado número de pessoas em lista de espera resolvemos aumentar o número de vagas para 16 voluntários. Os voluntários a tempo inteiro tinham paga a estadia e alimentação, sendo por sua conta a deslocação até a Ilha. Também participaram voluntários a tempo parcial que tinham coberta a alimentação, estimando no total a participação de 40 pessoas de 9 países: Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, França, Estados Unidos, Checoslováquia, Eslovénia e Brasil.
Os principais objectivos de este projecto são fomentar a participação cidadã em matéria de ambiente e contribuir para um desenvolvimento sustentável nos Açores, para isso foram realizadas actividades principalmente dentro de 3 temáticas, Agricultura Biológica, Conservação da natureza e sensibilização ambiental.
Os trabalhos de Agricultura Biológica subsidiaram com trabalho directo produtores biológicos da Ilha, de maneira a fomentar este tipo de produção. Também foram feitos trabalhos numa horta escolar e numa horta comunitária que a Bioazórica está a promover.
Relativamente à conservação da natureza foram desenvolvidos trabalhos de renaturalização da lagoa do negro, dentro de um projecto levado a cabo pelo professor Eduardo Dias da Uac. Este projecto será levado a cabo durante vários anos, e pretende melhorar as condições naturais daquela zona, de elevada importância para a conservação da natureza, uma vez que faz a ligação ecológica entre a serra de Santa Bárbara e a zona do Pico Alto. Também realizamos trabalhos de eliminação de invasoras nas Furnas do Enxofre, assim como na zona do Porto Martins, dando apoio ao projecto PRECEFIAS da Secretaria Regional do Ambiente.
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Dentro das actividades de sensibilização ambiental foram tratados vários temas, principalmente o problema das lixeiras ilegais, com a organização da Feira da Pulga, na Canada dos Caneleiros nos biscoitos, onde os voluntários, de uma maneira artística e crítica deram valor ao lixo, que ficou em exposição para a venda. Outro trabalho desenvolvido pelos voluntários em matéria de sensibilização foi a elaboração de um panfleto informativo sobre OGM a organização de uma encontro  de esclarecimento sobre o tema na Junta de Freguesia do Raminho, donde participou Margarida Silva, porta-voz da Plataforma Transgénicos Fora, que esclareceu com dados científicos e legais todas as dúvidas dos participantes. Ainda dentro da temática de sensibilização, foram realizados vários jogos dinâmicos nas Zonas Balneares, em que se envolveram, no total, perto de 25 crianças desde os 5 até os 12 anos.






O Balanço da iniciativa foi muito positivo, as expectativas foram amplamente atingidas e os participantes tiveram a oportunidade de aprender, trocar experiências com cidadãos de vários países do mundo, ganhar amigos e dar a sua força de trabalho para melhorar o ambiente dos Açores.
A pesar das dificuldades financeiras para desenvolver o projecto, desde a Gê-Questa estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos, e já estamos a pensar na organização da terceira Edição do Voluntariado Ambiental nos Açores.