Dica da Semana


In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19699, pág. 13. http://www.diarioinsular.com/


Curiosidade:

As casas em Portugal não estão preparadas para o frio

Um estudo realizado por especialistas da Universidade de Dublin, na Irlanda, concluiu que Portugal é o país da União Europeia com maior taxa de mortalidade devido ao frio, por falta de isolamento das casas. O país apresenta uma taxa de 28%, seguido por Espanha e Irlanda com 21%. A investigação explica que o facto de estes países terem climas mais temperados faz com que a eficiência térmica nas habitações seja mais baixa.

Em Portugal, não existem estudos ou planos de contingência sobre a mortalidade durante as baixas temperaturas. Apesar de se verificarem mais mortes em época de frio do que nos meses de calor, não se conhece as que são consequência directa do frio, devido à falta de estudos. Contudo, está a ser equacionada a adopção de um plano de contingência para o frio, como o existente há seis anos para o calor. Segundo Paulo Diegues da DGS (Direcção-Geral de Saúde), faltam estruturas para que o controlo da mortalidade possa começar a ser feito em Portugal, sendo que a DGS acaba por limitar-se a divulgar as habituais recomendações de cautela nas épocas de frio intenso.

In Diário de Notícias, 16 de Fevereiro de 2010. http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1496151



"A História das Coisas": As consequências Ambientais do Consumismo

Em 2007 foi lançado na internet um vídeo, que alerta para o impacto Ambiental do consumismo actual da Sociedade.

Denomina-se a “História das Coisas” e conta com a participação da activista ambiental americana Annie Leonard, que em 20 minutos,aborda “as implicações da disponibilização no mercado de determinado produto, desde a extracção das matérias-primas até à sua eliminação como resíduo, passando pela produção, distribuição e consumo”.

A 9 de Março, estará agora disponível em versão de livro um epílogo “A questão não é se mudaremos mas sim como mudaremos – Fá-lo-emos gradualmente com esforço relativo mas de forma voluntária, o fá-lo-emos de um modo abrupto e por omissão?”.

Fonte: Naturlink - a ligação à natureza (http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=16208&bl=1)



Como referiu o Investigador António Baptista, (in Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19697, pág. 8 - http://www.diarioinsular.com/) o importante agora, não é julgar a Humanidade, mas sim tomar as precauções para gerir melhor os recursos.

Projecto “Coastwatch” e “Limpar Portugal” – Na Zona Costeira de Santa Catarina


A Gê-Questa - Associação de Defesa do Ambiente tem agendada uma actividade de promoção da participação pública na zona costeira. Esta acção será realizada na mítica zona de Surf de Santa Catarina, localizada no Cabo da Praia, e conta com a parceria da Praia Ambiente e da Associação de Surf da ilha Terceira, AST e a Magic Ocean.

Este pequeno evento matinal encontra-se inserido no âmbito dos projectos “Coastwatch” e “Limpar Portugal”.
O encontro é pela manhã ( dia 6 de Março das 09h às 13h) e está planeada uma acção de monitorização da orla costeira e limpeza do calhau. Segue-se um espaço de discussão de ideias, acerca de questões ambientais e o Special Santa surf demo (demonstração de Surf).
Pretende-se assim, melhorar o conhecimento da situação ambiental do litoral e sensibilizar os participantes para os problemas resultantes dos impactos da actividade humana na faixa litoral.
Apanha a nossa onda!!!

Psssst: Traz um farnel e convida os teus amigos a almoçar connosco à beira mar.

Fonte (imagem):http://tuberiders.blogspot.com/

Inverno rigoroso não é sinal de clima alterado


 
Maria Gabriela Meireles, docente da UAÇ, defende que o Inverno rigoroso que se está a fazer sentir nos Açores não é influência das alterações climáticas e pode ser considerado “normal”.

Segundo a docente, para se afirmar que o mau tempo que se tem verificado é sinal de clima alterado, o Inverno rigoroso teria de se repetir por um período significativo, de trinta anos consecutivos. O frio e a chuva fortes que têm ocorrido são devidos à normal inconstância do clima. Afirma que o planeta já foi sujeito a alterações climáticas no passado, oscilando entre períodos frios e períodos quentes, e que estes fenómenos intensos continuarão a acontecer.

Eduardo Brito de Azevedo, também professor da UAÇ, defende a teoria, no estudo “Climate Change Scenarios in the Azores and Madeira Islands”, de que os invernos serão mais chuvosos e húmidos e que haverá um aumento de temperatura média entre dois a três graus.

Na próxima quinta-feira, dia 4 de Março, decorrerá uma palestra com o tema “Desmistificar as alterações climáticas nos Açores”, pelas 20h30 no Centro Cívico e Cultural de Santa Clara, proferida por Maria Meireles e que contará com a presença do delegado do instituto de meteorologia em S. Miguel, Diamantino Henriques.

In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19697, pág. 7.http://www.diarioinsular.com/


Tempestade na Madeira é mais um sinal de uma tendência global



O Director do Centro Norte-Americano de Ciências e Tecnologia para a Observação de Margens Costeiras, António Baptista, afirma que Portugal “vai viver muito as alterações climáticas”, sendo a tempestade que ocorreu na Madeira, apenas uma “amostra” da tendência global.

Segundo o Investigador “nenhum evento por si próprio é sinal de alterações climáticas”, mas sim o conjunto vasto de fenómenos que tenham decorrido nos últimos anos. O exemplo é a Madeira, onde acerca de 30/40 anos foram registados eventos semelhantes.

Afirma ainda, que o indicador de mudança verifica-se “quando posto num contexto de vários eventos extremos que estão a acontecer”, e que “há causas básicas de mudança, estamos a ver os efeitos e temos de percebê-los”.

O Investigador refere que agora o importante, não é pensar em quais vão ser as mudanças e qual a sua grandeza, nem julgar a Humanidade pelos efeitos que tem a nível climatérico, mas sim tomar as precauções para gerir melhor os recursos, para que se tenham zonas saudáveis, que permitam aos seres vivos terem uma vida saudável.

In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19697, pág. 8.http://www.diarioinsular.com/

O mau tempo que assolou a ilha da Madeira no passado dia 20 de Fevereiro, levou a derrocadas e inundações muito específicas, que arrastaram grandes quantidades de água e tambem toda e qualquer carga sólida que se encontrou pelo caminho. Muitas infraestruturas que se localizavam à beira das ribeiras, ou construidas sob o seu leito, acabaram por desaparecer.  O diagnóstico acerca do assunto já estava feito há quase dois anos. Confira em:



Independentemente da discussão sobre o grau de responsabilidade do homem nas alterações climáticas, este é um fenómeno incontestado pela comunidade científica. Contudo, como afirmou o Professor Pinto Peixoto (1922-1996), “o clima é inerentemente variável” e nem sempre se pode afirmar que as variabilidades do clima são influência das alterações climáticas. Ao longo da história do nosso planeta, sempre ocorreram épocas onde a irregularidade climática é mais acentuada do que noutras (mesmo em períodos em que a actividade humana não tinha capacidade para alterar o clima a nível global), épocas essas que apresentam um período de retorno.