Projecto “Coastwatch” e “Limpar Portugal” – Na Zona Costeira de Santa Catarina


A Gê-Questa - Associação de Defesa do Ambiente tem agendada uma actividade de promoção da participação pública na zona costeira. Esta acção será realizada na mítica zona de Surf de Santa Catarina, localizada no Cabo da Praia, e conta com a parceria da Praia Ambiente e da Associação de Surf da ilha Terceira, AST e a Magic Ocean.

Este pequeno evento matinal encontra-se inserido no âmbito dos projectos “Coastwatch” e “Limpar Portugal”.
O encontro é pela manhã ( dia 6 de Março das 09h às 13h) e está planeada uma acção de monitorização da orla costeira e limpeza do calhau. Segue-se um espaço de discussão de ideias, acerca de questões ambientais e o Special Santa surf demo (demonstração de Surf).
Pretende-se assim, melhorar o conhecimento da situação ambiental do litoral e sensibilizar os participantes para os problemas resultantes dos impactos da actividade humana na faixa litoral.
Apanha a nossa onda!!!

Psssst: Traz um farnel e convida os teus amigos a almoçar connosco à beira mar.

Fonte (imagem):http://tuberiders.blogspot.com/

Inverno rigoroso não é sinal de clima alterado


 
Maria Gabriela Meireles, docente da UAÇ, defende que o Inverno rigoroso que se está a fazer sentir nos Açores não é influência das alterações climáticas e pode ser considerado “normal”.

Segundo a docente, para se afirmar que o mau tempo que se tem verificado é sinal de clima alterado, o Inverno rigoroso teria de se repetir por um período significativo, de trinta anos consecutivos. O frio e a chuva fortes que têm ocorrido são devidos à normal inconstância do clima. Afirma que o planeta já foi sujeito a alterações climáticas no passado, oscilando entre períodos frios e períodos quentes, e que estes fenómenos intensos continuarão a acontecer.

Eduardo Brito de Azevedo, também professor da UAÇ, defende a teoria, no estudo “Climate Change Scenarios in the Azores and Madeira Islands”, de que os invernos serão mais chuvosos e húmidos e que haverá um aumento de temperatura média entre dois a três graus.

Na próxima quinta-feira, dia 4 de Março, decorrerá uma palestra com o tema “Desmistificar as alterações climáticas nos Açores”, pelas 20h30 no Centro Cívico e Cultural de Santa Clara, proferida por Maria Meireles e que contará com a presença do delegado do instituto de meteorologia em S. Miguel, Diamantino Henriques.

In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19697, pág. 7.http://www.diarioinsular.com/


Tempestade na Madeira é mais um sinal de uma tendência global



O Director do Centro Norte-Americano de Ciências e Tecnologia para a Observação de Margens Costeiras, António Baptista, afirma que Portugal “vai viver muito as alterações climáticas”, sendo a tempestade que ocorreu na Madeira, apenas uma “amostra” da tendência global.

Segundo o Investigador “nenhum evento por si próprio é sinal de alterações climáticas”, mas sim o conjunto vasto de fenómenos que tenham decorrido nos últimos anos. O exemplo é a Madeira, onde acerca de 30/40 anos foram registados eventos semelhantes.

Afirma ainda, que o indicador de mudança verifica-se “quando posto num contexto de vários eventos extremos que estão a acontecer”, e que “há causas básicas de mudança, estamos a ver os efeitos e temos de percebê-los”.

O Investigador refere que agora o importante, não é pensar em quais vão ser as mudanças e qual a sua grandeza, nem julgar a Humanidade pelos efeitos que tem a nível climatérico, mas sim tomar as precauções para gerir melhor os recursos, para que se tenham zonas saudáveis, que permitam aos seres vivos terem uma vida saudável.

In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19697, pág. 8.http://www.diarioinsular.com/

O mau tempo que assolou a ilha da Madeira no passado dia 20 de Fevereiro, levou a derrocadas e inundações muito específicas, que arrastaram grandes quantidades de água e tambem toda e qualquer carga sólida que se encontrou pelo caminho. Muitas infraestruturas que se localizavam à beira das ribeiras, ou construidas sob o seu leito, acabaram por desaparecer.  O diagnóstico acerca do assunto já estava feito há quase dois anos. Confira em:



Independentemente da discussão sobre o grau de responsabilidade do homem nas alterações climáticas, este é um fenómeno incontestado pela comunidade científica. Contudo, como afirmou o Professor Pinto Peixoto (1922-1996), “o clima é inerentemente variável” e nem sempre se pode afirmar que as variabilidades do clima são influência das alterações climáticas. Ao longo da história do nosso planeta, sempre ocorreram épocas onde a irregularidade climática é mais acentuada do que noutras (mesmo em períodos em que a actividade humana não tinha capacidade para alterar o clima a nível global), épocas essas que apresentam um período de retorno.


Terceira possui furo Geotérmico com a mais alta temperatura, mas...Poços ainda insuficientes para abertura de central


A EDA durante 2010, vai investir 7,7 milhões de euros no projecto geotérmico da Terceira, a qual dispõem de recursos geotérmicos de elevada temperatura (300 ºC).
Um dos objectivos do plano de investimentos em renováveis será a construção de uma Central com potência de 12 MW (megawatts), que rondará uma produção média anual de 89 GW (gigawatt/hora).
No entanto, este projecto tem se deparado com algumas limitações, tais como as condições logísticas na zona do Pico Alto, a sua sensibilidade ambiental, bem como as difíceis condições geológicas, ao nível da perfuração.
Em 2009, foram abertos cinco poços na zona do Chambre, com profundidade entre 1.200 m e 1.900 m, mas estes não são suficientes para a produção dos 12 MW de energia pretendidos, visto suportarem apenas 6 MW.
Estima-se assim que a conclusão da construção da Central ocorra este ano (embora não esteja ainda definida a sua localização exacta), e que esta entre em funcionamento em 2012.
In: Jornal Diário Insular (25 de Fevereiro de 2010), Ano LXIV, N.º 19691, pág. 4. (http://www.diarioinsular.com/)

A utilização da energia geotérmica beneficia a conservação dos recursos naturais e a preservação da qualidade do ambiente, sendo portanto, considerada uma fonte energética capaz de suportar o desenvolvimento sustentável da Região Autónoma dos Açores.

Curiosidade
A energia geotérmica é o calor natural contido no interior da Terra, em resultado do seu processo de formação, que continuamente se dissipa para o exterior através de três processos: condução, convecção e radiação. Esta quantidade de energia é passível de ser aproveitada para a produção de electricidade e para diversas aplicações de usos directos.
Trata-se de uma fonte de energia renovável que reduz a necessidade de utilização de combustíveis fósseis, apresentando benefícios ambientais significativos ao evitar a combustão de hidrocarbonetos e, em consequência, reduzindo as emissões dos gases de efeito de estufa e traz um impacte positivo na redução das emissões de dióxido de carbono e outros poluentes.
Os recursos geotérmicos constituem-se assim como uma fonte de energia segura, que garante de forma estável a produção de energia eléctrica, satisfazendo a base do diagrama de carga dos sistemas electroprodutores.
Fonte: http://www.cm-ribeiragrande.pt/Default.aspx?Module=Artigo&ID=121

Açores, local de eleição para os garajaus rosados

É nos Açores que se encontra a maior população de garajaus rosados da Europa. Esta espécie encontra-se em perigo na Europa e existem, para além dos Açores, colónias em Inglaterra, Irlanda e França. Em Portugal, os Açores são a única região em que é possível encontrar garajaus, sendo a ilha das Flores a que registou o maior número de casais. Albergou 35% do total das aves que nidificaram nos Açores. É por se alimentarem de peixes pequenos como o agulhão, o chicharro e o peixe-agulha, que os Açores se tornam apelativos para esta espécie.

Por se tratar de uma espécie em perigo, as populações de garajaus rosados nos Açores oscilam de ano para ano. A destruição do habitat de nidificação por ocupação da zona costeira ou introdução de animais como os coelhos, ratos e doninhas estão entre os motivos que levam à redução das colónias. Por isso, na região, têm surgido iniciativas de protecção dos habitats, como é o caso de uma desratização recente do ilhéu do Feno, o qual acolhe a principal colónia de garajaus na ilha Terceira.

Os ilhéus são muito procurados pelo garajau, por se encontrarem isolados e livres de mamíferos. Contudo, em 2005 e 2006, não se registaram garajaus rosados no ilhéu do Feno. A zona tem vindo a recuperar a sua importância desde 2007, ano em que se procedeu à desratização do local. Em 2009, verificou-se um regresso significativo a este ilhéu, onde nidificaram 263 casais, a maior colónia do arquipélago.

In Jornal Diário Insular, ano LXIV, n.º 19691, pág. 6. http://www.diarioinsular.com/


Curiosidades

O garajau Rosado, também conhecido por Andorinha-do-mar rósea e cientificamente designado por Sterna dougallii, pertence á ordem Charadriiformes, família Laridae e género Sterna, é uma espécie considerada vulnerável e protegida no Arquipelago dos Açores.

Esta ave, assemelha-se a gaivotas e apresenta na idade adulta (com mais de 3 anos de idade), uma mancha preta na cabeça e uma tonalidade rosada no peito (daí a designação de rosado). Inicialmente, na época de reprodução, este possui o bico completamente negro, que sofre modificação após a eclosão das crias, tornando-se a base do mesmo vermelha.

No que respeita às dimensões da espécie, são ligeiramente inferiores às do garajau-comum. Em média os indivíduos pesam 119 g e têm uma envergadura entre 76 e 79 cm.

O período reprodutor ocorre entre os meses de Abril e Julho, formando colónias mais densas do que as formadas pelos garajaus comuns, podendo atingir 3 ninhos/m2. Os ninhos são feitos em locais protegidos por rochas ou vegetação, embora os ovos sejam depositados directamente no chão.

Relativamente á alimentação, tem lugar em água salgada e pode variar consideravelmente entre colónias de ano para ano. Mergulham, até 30 cm de profundidade á procura de comida, e conseguem ficar debaixo de água cerca de 2 a 3 segundos.

Fonte: http://ambiente.eternos.org/wp-content/uploads/ECO_e-Fólio_B.pdf