Coastwatch na Ilha Terceira



A Gê-Questa realizou hoje na zona costeira de São Mateus, uma actividade inserida no programa Coastwatch.
O Coastwatch é um projecto de carácter europeu, coordenado pela Irlanda desde 1988, contando com a colaboração de 23 países da Europa, entre os quais Portugal. Este projecto que é levado a cabo todos os anos, com a participação de voluntários desde os fiordes da Noruega até às ilhas Gregas, incluindo os arquipélagos do Atlântico, cobre cerca de 10.000 km de costa em toda a Europa.
Para além da recolha de informação e monitorização do litoral, o Coastwatch abrange ainda outras áreas desde a sensibilização e educação ambiental, promovendo a participação pública nas decisões relacionadas directamente com o litoral.
A designada actividade contou com a participação dos alunos do 4.º Ano da Escola Primária de São Bartolomeu, sob a responsabilidade da Professora Susana Carvalho, com o intuito de sensibilizar os alunos acerca dos impactos da actividade humana na zona costeira e para a urgência da sua protecção.
Ao longo da caminhada na zona costeira de São Mateus, foram encontradas desde cabos de vassoura, cd’s, caixas de papelão, garrafas de vidro, pneus, ferros, maços de tabaco, panas, garrafas de gás, calçado, vestuário, latas de sumo, aparelhos de pesca, capacete de obras, redes, canas, madeira, restos de construção, sacos de lixo, aparelhos domésticos, vários peixes e aves mortas e um ouriço, entre outros.
Por meio da educação e da informação pretende-se motivar as pessoas para uma participação activa na sociedade, de modo consciente, crítico e criativo, exercendo cidadania, e colaborando com a preservação do meio ambiente. As actividades com crianças são fundamentais para garantir o desenvolvimento humano. E deste modo, dar-se-ão mudanças que contribuirão para o bem-estar de todos, sendo importante que cada pessoa se empenhe individualmente e tenha um comportamento ecológico.









Oferta de Emprego em Part Time



Torna-se público que a Gê-Questa Associação de Defesa do Ambiente, pretende contratar um funcionário com conhecimentos de Informática e predisposição para interagir com crianças e jovens. A seguinte oferta de emprego terá como Horário de Segunda a Sexta das 17:00 ás 21:00.
O prazo para apresentação de candidaturas está aberto até ao dia 26 de Fevereiro de 2010 e a candidatura deverá ser enviada para o seguinte correio electrónico: gequesta@gmail.com.

Angra do Heroísmo, 3 de Fevereiro de 2010.

O Presidente da Direcção.
Orlando Manuel Labrusco Félix Guerreiro

COASTWATCH



Programa
De acordo com os objectivos do programa Coastwatch, pretende-se, como o próprio nome indica, observar a zona costeira, num percurso até 5 km, registando o impacte ambiental costeiro através do preenchimento de questionários para cada bloco de 500 metros.
Deste modo, no dia 5 de Fevereiro realizar-se-á um percurso junto à costa, desde a Marina de São Mateus até ao Negrito (2 km), com os alunos do 4.º Ano da Escola Primária de São Bartolomeu:
9h30 – Encontro junto à sede da Gê-questa e saída rumo à Marina de São Mateus.
9h40 – Chegada ao local. Breefing sobre o impacte das actividades humanas nos ecossistemas costeiros e importância ecológica dos mesmos.
10h00 - Início do percurso a pé à beira-mar, até ao Negrito.
12h00 – Regresso.

Com este evento pretende-se:

- Sensibilizar as crianças para os problemas resultantes do impacte das actividades humanas na faixa litoral;
- Explicar a importância dos ecossistemas costeiros;
- Observar o estado de conservação da zona costeira;
- Contribuir para a preservação das zonas costeiras;
- Incentivar e cultivar nos mais novos a participação activa na defesa do ambiente costeiro.

“Dia Mundial das Zonas Húmidas”







Hoje dia 2 de Fevereiro, comemora-se o “Dia Mundial das Zonas Húmidas”. A Gê-Questa em parceria com o Observatório do Ambiente Açores, com a Praia em Movimento e Universidade dos Açores, organizou um passeio de interpretação ambiental no “Paul da Praia da Vitória” e no “Paul da Pedreira do Cabo da Praia”, contando com a participação de algumas turmas, da Escola Tomás de Borba e da Escola Secundária Vitorino Menésio, no sentido de sensibilizar os alunos, para as funções, importância e valores das Zonas Húmidas.
Para a realização da actividade em questão, contou-se com a colaboração do Regimento de Guarnição N.º 1, que disponibilizou um autocarro militar, para a deslocação da turma do 11.º Ano, da Escola Tomás de Borba.

E o que são “Zonas Húmidas”?

Segundo a Convenção de Ramsar, as zonas húmidas são definidas como “zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.
As zonas húmidas são dos ecossistemas mais importantes relativamente à sua produtividade e diversidade biológica, representando um património natural e paisagístico único. Este tipo de ecossistema possui ao longo do ano, grandes concentrações de aves aquáticas, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados. A estes espaços estão associados muitos valores e funções, no que respeita à retenção excesso de água evitando inundações, recarga dos aquíferos, regulação do ciclo da água, produção de biomassa, retenção dos sedimentos e nutrientes, diminuição das alterações climáticas, assim como, valores culturais, turísticos e recreativos.
Para além de todas vantagens referidas anteriormente, estas zonas são também muito importantes na minimização dos problemas ambientais que ocorrem nos dias de hoje, isto é, os efeitos das alterações climáticas, o efeito de estufa e a disponibilidade de água doce.
Por serem ecossistemas muito sensíveis, encontram-se ameaçados por vários factores: poluição, pesca, agricultura intensificada, caça ilegal, turismo insustentável, industrialização e urbanização.

O que fazer para proteger estes locais:
- Sensibilizar a população para a sua importância;
- Não tornar estes habitats em zonas de cultivo ou agrícolas;
- Não converter em infra-estruturas e áreas urbanas;
- Não depositar entulho;
- Preservar as espécies de flora e fauna desses locais;
- Implementar centros de interpretação e educação ambiental nessas zonas.