Reunião com o CRADS



A Gê-Questa está hoje a participar na 9ª Reunião do Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável a decorrer no Museu da Baleia, no Conselho da Horta. A associação está a ser representada pela Dra. Teresa Armas, que viajou com o objectivo de levar até o conselho a opinião da Gê-Questa (discutida anteriormente entre os membro), sobre o Plano Regional para 2010, no que diz respeito aos temas:

1. Ordenamento de território;
2. Recursos hídricos;
3. Sistemas de Informação;
4. Divulgação e Apoio a Decisão;
5. Modernização dos Serviços;
6. Conservação da Natureza;
7. Património Mundial;
8. Avaliação Ambiental;
9. Resíduos;
10. Promoção Ambiental;
11. Uso Racional de Energia;
12. Serviço Público e Social;
13. Instalação e Equipamento da Direcção Regional de Energia.

Com a participação nesta reunião a Gê-Questa pretende prestar o melhor contributo possível ao ambiente e ao desenvolvimento sustentável de nossa região.

Semana do Mar

Na passada Sexta-feira a Gê-Questa finalizou as actividades de comemoração da Semana do Mar. Entre os dias 23 e 27 de Novembro, a associação em um trabalho conjunto com o Observatório do Ambiente e a Ecoteca de Angra do Heroísmo, promoveu actividades de sensibilização ambiental direccionadas a temática do ambiente marinho. Durante a semana, a sede da Gê-Questa recebeu a visita de 75 crianças de escolas públicas, quando então foram trabalhados temas relacionados aos ecossistemas marinhos e aos cuidados com a saúde humana relacionados ao mar. A equipe da Gê-Questa avalia que as actividades da Semana do Mar atingiram seu objectivo primordial, na medida em que constatou-se uma forte participação das crianças nas discussões sobre a temática abordada.




Oceanos de Plástico

          Com a aproximação da semana do mar (23 a 27 de Novembro) a Gê-Questa - Associação de Defesa do Ambiente, assume o compromisso de alertar a opinião pública a respeito da problemática do lixo no mar. 

       A irresponsabilidade das pessoas com os resíduos que produzem, tem tornado possível uma realidade assustadora, que até há poucos anos seria impensável, os Oceanos de Plástico. No Oceano Pacífico, os investigadores já identificaram duas zonas com milhares de quilómetros quadrados, uma entre a Califórnia e o Havai e outra entre o Havai e o Japão. Nestas porções do oceano, por efeito das correntes oceânicas, milhares de toneladas de lixo, vem se acumulando ao longo dos anos, dando origem aos vergonhosos Oceanos de Plástico. Este resíduos são responsáveis pela morte de muitos animais marinhos, principalmente tartarugas e aves marinhas como os cagarros, que ao longo dos milhares de anos de selecção natural, “aprenderam” a identificar partículas flutuantes nos oceanos como alimento. Muitos destes animais acabam por ingerir estes resíduos e morrem por sufocamento ou por doenças causadas pela impossibilidade de digerir estes materiais. 

Quanto a quantidade de lixo, o Oceano Atlântico não fica atrás, uma enorme quantidade de plástico trazido pelas correntes oceânicas pode facilmente ser verificada, com um simples passeio pela costa de qualquer das ilhas do nosso Arquipélago. Quando observarmos este lixo detalhadamente, constatamos que estes resíduos são compostos basicamente por materiais muito familiares a todos nós.

Para exemplificar o problema na Ilha Terceira, a Gê-Questa e a Turma 4 do 11º ano da Escola Tomas de Borba, supervisionada pelo Professores Francisco Martins e Teresa Silva, organizaram uma recolha de resíduos junto a costa do Negrito. Os resultados foram alarmantes, pois em um espaço de apenas 50 metros e em menos de 30 minutos, os alunos recolheram uma grande quantidade de resíduos (Foto). Estes resíduos, que continham desde bilhas de gás, tampas de sanita, escovas e sapatos até cartuchos de caça, aparelhos de pesca e uma infinidade de outros resíduos plásticos, serão utilizados pelos alunos na criação de uma escultura que pretende alertar as pessoas para a responsabilidade que devem ter com o lixo que produzem.

 “Limpar a Ilha Terceira” é outra iniciativa em que a Gê-Questa está empenhada, juntamente com a Associação Rota do Futuro, os Escoteiros, a GNR e futuros interessados. Este grupo estará inserido na proposta “Limpar Portugal” que pretende no dia 20 de Março de 2010, mobilizar o maior número de voluntários interessados em, literalmente, limpar o país, com a recolha de resíduos que estejam colocados em zonas impróprias. Todas as pessoas e entidades interessadas em participar nesta iniciativa podem inscrever-se, de preferência o mais breve possível, na rede social Ning, comunidade “Limpar Portugal” (http://limparportugal.ning.com), grupo “Limpar a Ilha Terceira” (Conselho de Angra do Heroísmo) ou contactar as entidades responsáveis.

 

Pense globalmente e actue localmente.

SOS Cagarro

Estima-se que aproximadamente 70% dos cagarros Calonectris diomedea borealis construam seus ninhos nas ilhas dos Açores todos os anos, para que cada casal produza apenas 1 filhote. Estes números mostram o nível de responsabilidade que o povo açoriano deve ter com esta espécie emblemática, que reconhecidamente anuncia a chegada do Verão as ilhas.

A Gê-Questa assumiu seu compromisso e está a apoiar a Campanha SOS Cagarros 2009. Esta campanha, que teve início a 1 de Outubro e vai até 15 de Novembro, tem como objectivo, resgatar o maior número possível de jovens cagarros que encandeados pelas luzes da iluminação pública acabem por cair nas ruas, correndo o risco de ser atropelados ou atacados por animais domésticos.
Este ano a associação está a organizar brigadas de vigília, com rondas de aproximadamente 2hs, desde o Fanal até o Porto das Cinco Ribeiras. Também estão a render óptimos frutos os trabalhos com os miúdos de São Mateus, que até o momento já salvaram 9 jovens cagarros, os quais tem sido libertados nas manhãs seguintes as recolhas e proporcionam momentos muito especiais e de estrema satisfação a todos os participantes. As libertações de cagarros têm demonstrado um grande potencial para a sensibilização das pessoas para a causa ambiental, pois a emoção de salvar uma vida é muitíssimo gratificante.

O procedimento de recolha dos cagarros encontrados em via pública, deve seguir algumas normas de segurança. Para tal, a pessoa deve utilizar uma manta para cobrir a cabeça do animal e facilitar a aproximação das mãos sem serem bicadas. A seguir, com cuidado, apanha-se o cagarro com uma mão sobre cada uma das asas para em seguida acomoda-lo em uma caixa de cartão com buracos para a respiração do animal. No dia seguinte, podem trazer o animal a sede da Gê-Questa, para que se proceda a anotação dos dados biológicos e do salvamento e em seguida a libertação junto ao mar.