Coastwacht 2008

A Campanha do Projecto Coastwacht Europe 2008 já começou em força!

(Agrupamento de Escuteiros do Porto Judeu)

Já se realizaram diversas actividades do projecto em varias localidades da ilha. Estas actividades contaram, até à data, com a participação de 2 agrupamentos de escuteiros e 2 escolas secundarias.

No dia 2 de Dezembro alguns alunos do 12º da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, percorreram a baía de Angra, desde o Porto Pipas até ao Monte Brasil, observando atentamente todos os pormenores da costa desde da biodiversidade até aos resíduos (tanto os deixados pela população bem como os trazidos pelo mar).

No dia 6 de Dezembro foi o agrupamento de Escuteiros do Porto Judeu que percorreu toda a costa desta freguesia, com algumas zonas problemáticas.


(Escola Secundaria Jerónimo Emiliano de Andrade)

O concurso de fotografia "O meu olhar sobre a Biodiversidade" tem suscitado grande interesse por parte dos jovens.

Um caranguejo escondido numa poça de maré (Baía da Salga - Porto Judeu).

Um caboz.....

Exemplos dos resíduos encontrados na costa....


Os dois grupos (alunos e escuteiros), ao preencherem os questionários ficaram indignados com a quantidade de resíduos que encontraram ao longo da costa.

Espaço TIC

No passado dia 2 de Dezembro abriu o Espaço TIC "Clube de Informática Gê-Questa", co-financiado pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, na sede da associação (no espaço do Núcleo Museólogico).

Horário de Funcionamento:
  • De segunda a Sexta - das 17:00 h às 20:00 h


P.S: O funcionamento deste ainda não se encontra a 100% devido a um atraso na entrega do material.

Dicas para um Natal Ambientalmente Mais Correcto


Aproxima-se mais uma época festiva: o Natal - ruas, casas, lojas, jardins e todos os espaços em geral marcados pelas imagens, luzes e mensagens natalícias. Em Conclusão - Desperdício!
Para aqueles que desejam celebrar o Natal de maneira responsável do ponto de vista ecológico, aqui vão uma serie de dicas.

Nos preparativos....
  • Adquira uma árvore artificial (que pode ser reutilizada durante muitos anos) ou então comprar uma árvore natural em vaso, que pode manter-la durante o ano ou plantar no jardim;
  • Cuidado com a decoração, opte por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais;
  • Para evitar gastos desnecessários de energia, opte por uma iluminação eficiente e também pode utilizar um relógio que controla o nº de horas em que esta vai estar acesa;
  • Procure levar os seus sacos para as compras ou tente utilizar o mínimo de sacos possível;
  • Adquira produtos nacionais, pois promove a economia e reduz o impacte ambiental associado ao transporte;
  • Para acender a lareira, evite usar acendalhas (feitas a partir de petróleo) utilize tiras de casca de laranja secas que tem como bónus um cheiro muito agradável;
Depois do Natal....
  • Guarde os laços e o papel de embrulho para que possa utilizar noutras ocasiões;
  • Separe todas as embalagens, papel/cartão, plástico e metal, e coloque no eco ponto, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal;
Pequenas acções individuais são a maior força transformadora que se conhece. Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor (e talvez única) maneira de se mudar o mundo.
Economize água, luz, recicle o seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um futuro para todos!

"Se as árvores falassem"

«As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas e embelezam os nossos jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no "deserto" que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais. E, no entanto, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de sensibilidade para o papel da Árvore em Meio Urbano. (...)
De facto, é inacreditável como certos preconceitos sobre a poda de árvores ornamentais estão arreigados nos responsáveis pela sua gestão e manutenção. É frequente ouvirmos dizer, como justificação, que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade... quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: - tanto melhor quanto menos se der por ela! (...) (Texto de Dr. Francisco Coimbra)

1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?- NÃO! (...) O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa- como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas.(...)
2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. (...)
3. Torna-a menos perigosa? -NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. (...)
4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! (...)
5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! (...)»
«Qualquer supressão de que resulta um aspecto definitivamente mutilado da árvore deve considerar-se inadmissível visto comprometer definitivamente a finalidade estética da planta ornamental. É preferível nesse caso a supressão pura e simples do indivíduo. Apenas se exceptuarão os casos raros de indivíduos ligados a factos históricos ou quando se pense que seja possível uma reconstituição aceitável da planta.Normalmente os cortes devem fazer-se de modo a não se notarem. O maior elogio que se pode fazer a um podador de árvores ornamentais é que não se perceba que a árvore foi podada. A forma da árvore é perfeita e portanto não é necessário corrigi-la no sentido estético nem fisiológico.»
«Se não há espaço para a árvore é preferível plantar só o arbusto, ou mesmo só a flor e não contar depois com a tesoura para manter com proporções de criança o gigante que se escolheu impensadamente.»
inA Árvore em Portugal de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles (Assírio & Alvim, 1999. 2ª ed.) p. 161 ""