Peixe muito raro no mar dos Açores

Esta passada quarta-feira o pescador Sr. José Francisco Silva, da embarcação Americano apanhou um peixe da espécie Diodon eydouxii (uma variedade de peixe balão), com aproximadamente 20 cm.
Este peixe é muito raro no mar dos Açores, sendo desconhecido de todos os pescadores do Porto de São Mateus que o viram, encontrando-se as suas populações normalmente restritas ao Golfo do México e arredores.
Este peixe foi colocado inicialmente no aquário da Gê-Questa localizado na lota de São Mateus, mas devido às suas dimensões e melhor qualidade dos aquários da sede, foi transferido para esta.
Convidamos todos os interessados a vir à sede da Gê-Questa, no Forte Grande, São Mateus a vir observar esta raridade, e agradecemos desde já à doação deste animal pelo Sr. José Francisco Silva, que à semelhança da restante população piscatória desta freguesia tem contribuído para os aquários do Centro de Estudo do Mar da Gê-Questa.







Estagiar T e L

A Gê-Questa - Associação de Defesa do Ambiente, informa todos os possíveis interessados, que encontra-se aberta a receber estágios profissionais, no âmbito dos programas Estagiar T e Estagiar L.

Os interessados deverão contactar esta associação para:

Gê-Questa
Forte Grande - São Mateus da Calheta
9700-592 Angra do Heorísmo

ou para o telefone 295 642 868,
ou ainda para o e-mail gequesta@gmail.com

PEGRA - Artigo do Diário Insular de 21 de Julho - Resposta

Esclarece a Gê-Questa

Na sequência do artigo publicado neste jornal no dia 21 do corrente, intitulado “Acusa a Gê-Questa – proposta do PEGRa à margem das autarquias”, convém esclarecer alguns pontos.

A dita acusação desta associação surgiu no seguimento de uma conversa telefónica com a jornalista desta publicação, Vanda Mendonça, onde por iniciativa desta eu fui contactado como represente da Gê-Questa para dar a opinião desta associação sobre o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRa), conforme indiquei no início da conversa, não conhecia em pormenor o referido plano, não tendo ainda tido oportunidade de o estudar, já que as Organizações Não Governamentais de Ambiente dos Açores estão representadas na Comissão Mista de Acompanhamento (CMA) pelo Núcleo de São Miguel da Quercus. Apesar de indicar o desconhecimento em grande parte do documento, foi-me solicitado que desse ainda assim uma opinião de carácter mais geral sobre a gestão de resíduos na região autónoma dos Açores.

Comecei por dizer que a situação desta questão no âmbito regional tem melhorado bastante nos últimos anos, com um ritmo diferenciado por autarquia, já que a gestão da maior parte dos resíduos produzidos na região são da responsabilidade destas. Indiquei que a melhoria talvez não tenha sido a um ritmo mais conveniente por razões associadas ao destino final destes, e que apesar das melhorias substanciais ainda haveria muito para fazer na região, nomeadamente no que diz respeito ao aproveitamento de alguns resíduos, como inertes. Com a insistência da jornalista sobre a questão do PEGRa, fiz um comentário que seria mais vantajoso haver uma maior participação das autarquias na elaboração de tal plano, já que a maior parte dos resíduos produzidos na região, aproximadamente 50% (dados de caracterização do PEGRa), são resíduos sólidos urbanos.

Esta última questão levantou alguma polémica, já que a reportagem intitulou-se “Gê-Questa acusa”, tendo recebido alguns telefonemas por causa da mesma. Convém então esclarecer é que o que pretendia dizer é que apesar dos municípios da Região Autónoma dos Açores estarem todos representados na CMA, quer individualmente, quer através de associações do sector, as autarquias como principal interveniente na gestão dos resíduos nesta região, deveriam não apenas ser membros da CMA, mas também co-autores do referido Plano, podendo ser representadas pela AMRAA, garantido uma maior responsabilidade destas na futura implementação deste plano, o que seria de todo o interesse destas, como do própria Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, criando condições para um melhor desempenho ambiental da nossa região.

Agrião, Agrião-de-Água, Agrião-das-Fontes

Nasturtium officinale R.Br. (Crucíferas)

Identificação: Planta herbácea, vivaz e aquática, de pequeno porte. Possui caules ramosos, carnudos, brilhantes, glabros, alguns rastejantes, que atingem 80 cm. Folíolos arredondados, espessos, verde-escuros e brilhantes. Flores brancas e pequenas, em cruz na extremidade do caule. Planta que exala um característico aroma picante. Não confundir com o Agrião da Horta ou Agrião Morro (Lepidum sativum) (Juma I., 1992).
Propriedades e indicações terapêuticas: Estimulante - na queda do cabelo, falta de apetite, problemas do fígado e debilidade; antidiabética; diurética; detersiva - na acne; depurativo - nas dermatoses; anti-inflamatória - nas bronquites e gengivites; febrífugo; remineralizante; antianémico; odontálgico (dores de dentes). É ainda utilizado no tratamento do escorbuto e no raquitismo (Soares M.V., 2004;Ribeiro E., 1992).
Uso interno: As folhas podem ser usadas em saladas, aproveitando-se melhor as suas propriedades (cálcio, fósforo e ferro) do que nas sopas. Pode também preparar-se um chá, fazendo uma infusão com 50 g de toda a planta/litro de água.
Uso externo: Uma massagem diária com o suco da planta no couro cabeludo estimula o crescimento do cabelo. O suco também serve para limpeza de pele. Com o chá, também se fazem bochechos no tratamento dos problemas bucais.

Nota: A ingestão deste chá pode, eventualmente, causar irritação do estômago ou da bexiga.
Detersiva: limpa a pele.
Depurativa: que favorece a eliminação de substâncias tóxicas que circulam no sangue.
Febrífuga: que produz uma descida da temperatura corporal.