PEGRA - Artigo do Diário Insular de 21 de Julho - Resposta

Esclarece a Gê-Questa

Na sequência do artigo publicado neste jornal no dia 21 do corrente, intitulado “Acusa a Gê-Questa – proposta do PEGRa à margem das autarquias”, convém esclarecer alguns pontos.

A dita acusação desta associação surgiu no seguimento de uma conversa telefónica com a jornalista desta publicação, Vanda Mendonça, onde por iniciativa desta eu fui contactado como represente da Gê-Questa para dar a opinião desta associação sobre o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRa), conforme indiquei no início da conversa, não conhecia em pormenor o referido plano, não tendo ainda tido oportunidade de o estudar, já que as Organizações Não Governamentais de Ambiente dos Açores estão representadas na Comissão Mista de Acompanhamento (CMA) pelo Núcleo de São Miguel da Quercus. Apesar de indicar o desconhecimento em grande parte do documento, foi-me solicitado que desse ainda assim uma opinião de carácter mais geral sobre a gestão de resíduos na região autónoma dos Açores.

Comecei por dizer que a situação desta questão no âmbito regional tem melhorado bastante nos últimos anos, com um ritmo diferenciado por autarquia, já que a gestão da maior parte dos resíduos produzidos na região são da responsabilidade destas. Indiquei que a melhoria talvez não tenha sido a um ritmo mais conveniente por razões associadas ao destino final destes, e que apesar das melhorias substanciais ainda haveria muito para fazer na região, nomeadamente no que diz respeito ao aproveitamento de alguns resíduos, como inertes. Com a insistência da jornalista sobre a questão do PEGRa, fiz um comentário que seria mais vantajoso haver uma maior participação das autarquias na elaboração de tal plano, já que a maior parte dos resíduos produzidos na região, aproximadamente 50% (dados de caracterização do PEGRa), são resíduos sólidos urbanos.

Esta última questão levantou alguma polémica, já que a reportagem intitulou-se “Gê-Questa acusa”, tendo recebido alguns telefonemas por causa da mesma. Convém então esclarecer é que o que pretendia dizer é que apesar dos municípios da Região Autónoma dos Açores estarem todos representados na CMA, quer individualmente, quer através de associações do sector, as autarquias como principal interveniente na gestão dos resíduos nesta região, deveriam não apenas ser membros da CMA, mas também co-autores do referido Plano, podendo ser representadas pela AMRAA, garantido uma maior responsabilidade destas na futura implementação deste plano, o que seria de todo o interesse destas, como do própria Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, criando condições para um melhor desempenho ambiental da nossa região.

Agrião, Agrião-de-Água, Agrião-das-Fontes

Nasturtium officinale R.Br. (Crucíferas)

Identificação: Planta herbácea, vivaz e aquática, de pequeno porte. Possui caules ramosos, carnudos, brilhantes, glabros, alguns rastejantes, que atingem 80 cm. Folíolos arredondados, espessos, verde-escuros e brilhantes. Flores brancas e pequenas, em cruz na extremidade do caule. Planta que exala um característico aroma picante. Não confundir com o Agrião da Horta ou Agrião Morro (Lepidum sativum) (Juma I., 1992).
Propriedades e indicações terapêuticas: Estimulante - na queda do cabelo, falta de apetite, problemas do fígado e debilidade; antidiabética; diurética; detersiva - na acne; depurativo - nas dermatoses; anti-inflamatória - nas bronquites e gengivites; febrífugo; remineralizante; antianémico; odontálgico (dores de dentes). É ainda utilizado no tratamento do escorbuto e no raquitismo (Soares M.V., 2004;Ribeiro E., 1992).
Uso interno: As folhas podem ser usadas em saladas, aproveitando-se melhor as suas propriedades (cálcio, fósforo e ferro) do que nas sopas. Pode também preparar-se um chá, fazendo uma infusão com 50 g de toda a planta/litro de água.
Uso externo: Uma massagem diária com o suco da planta no couro cabeludo estimula o crescimento do cabelo. O suco também serve para limpeza de pele. Com o chá, também se fazem bochechos no tratamento dos problemas bucais.

Nota: A ingestão deste chá pode, eventualmente, causar irritação do estômago ou da bexiga.
Detersiva: limpa a pele.
Depurativa: que favorece a eliminação de substâncias tóxicas que circulam no sangue.
Febrífuga: que produz uma descida da temperatura corporal.

Dedaleira, Luvas-de-Nossa Senhora, Luvas-de-Santa Maria

Nome científico
Digitalis purpurea L.(Scrofulariáceas)
Identificação
Por ser muito disseminada em quase todas as ilhas, mas por vezes se lhe desconhecer a sua toxicidade, aqui se refere.
Planta perene e bienal, que atinge 1 m de altura, e que forma um cacho de grandes flores campanuladas (forma de um dedo de luva), cor-de-rosa púrpura, com manchas escuras no interior geralmente orladas de branco. Caule verde, liso, erecto e aveludado. Folhas de forma variável, de ovada a lanceolada, simples, inteiras, compridas e verde-escuras (Quercus Ambiente, 2007).
Propriedades e Indicações Terapêuticas
Contem princípios activos (nas folhas) que se utilizam na medicina do coração, princípios estes que não são possíveis sintetizar em laboratório. Contudo, a sua utilização deve ser muito rigorosa, em quantidades ínfimas, pois uma dose elevada pode provocar a morte (Quercus Ambiente, 2007). É um exemplo de planta muito tóxica que passou a ser uma das mais valiosas plantas medicinais da história. É ainda um diurético poderoso.
Sábado passado foi aprovada a alteração de estatutos e procedeu-se à eleição dos novos corpos gerentes:

Direcção

Presidente - Vasco Silva
Vogal - Hugo Silva
Tesoureiro - João Filipe Fernandes

Mesa da Assembleia

Presidente - José Gaspar Lima
1.º Secretário - Elsa Ferreira
2.º Secretário - Paulo Silveira

Conselho Fiscal

Presidente - Jorge Tiago Martins
Vogal - Filipe Lourenço
Vogal - Orlando Guerreiro