O que é ser voluntário?
O voluntário é alguém que está
sempre fora de casa. Mesmo quando está em casa a sua vontade é estar lá fora e
o seu pensamento está lá fora. Mesmo quando todos devem ir para casa o mais
depressa possível – como quando acontecem catástrofes - o seu desejo é ir em
sentido contrário e ajudar os que ficam para trás. O voluntário é um indivíduo
que procura o colectivo. É um inovador que procura a tradição. O voluntário é
uma minoria que procura a maioria. Mas o que move um voluntário? De onde vem a
sua energia? Move-o o estado deplorável do mundo e o sentido de justiça. Move-o
o sentido de uma vida ética. A sua energia vem do sentimento de praticar o bem.
Do prazer de ver o mundo melhor. E porque é preciso alguém que o faça e porque
ele está ali e não seria justo virar as costas e dedicar-se apenas à sua
família e à sua horta e meter-se na sua vida. O voluntário é alguém que se mete
na vida do mundo. O voluntário é alguém que tem tempo. É alguém para quem a
falta de tempo não é argumento. É alguém que pára para falar com aquele que
quer falar. O voluntário não precisa de relógio. O seu ideal é ser voluntário e
mais nada. É ter o mínimo de recursos e não precisar de dinheiro. Sempre que o
dinheiro se intromete – e ele está sempre à espreita - entre o voluntário e o mundo
tudo fica mais cinzento e as dúvidas começam a surgir. Mas aí, o voluntário
apoia-se nos outros voluntários que estão à sua volta e juntos fazem coisas
úteis. Ser voluntário é difícil mas é bom.
Luís Filipe Bettencourt
Quando os pássaros caem do céu perguntamos porquê.
“Quando os pássaros caem do céu perguntamos porquê.
Quando alguém que amamos está doente com um cancro as questões relacionados com
as causas são menos relevantes imediatamente do que as questões acerca do
tratamento. As questões acerca do passado ficam subordinadas às questões acerca
do futuro”.
(Sandra Steingraber, Living
Downstream – an Ecologist’s Personal Investigation of Cancer and the
Environment, p.30)
numa cadeia de envenenamento e morte.
“O mais
alarmante de todos os assaltos do homem
ao meio ambiente é a contaminação do
ar, terra, rios e mar com materiais perigosos e até letais. Esta poluição é,
em grande medida, irrecuperável. A cadeia do mal que se inicia não só no mundo
que deve suportar a vida, mas
também nos tecidos vivos é,
na maior parte, irreversível. Nesta
contaminação agora universal do ambiente, os produtos químicos são os sinistros e pouco reconhecidos parceiros da radiação na alteração da própria natureza do mundo – a própria natureza da sua vida. O Strontium 90, libertado através de explosões nucleares na atmosfera, vem parar à Terra através da precipitação que, uma vez
pousada no solo, entra na erva, milho ou trigo cultivado e, com o tempo, vai parar aos ossos do ser
humano para aí permanecer até a
sua morte. Da mesma forma, produtos
químicos pulverizados em campos
agrícolas, florestas ou jardins
ficam muito tempo no solo, entrando nos organismos vivos,
passando de uns para outros numa cadeia de envenenamento e morte.
Alguém pode acreditar
que é possível despejar uma tal quantidade de venenos sobre a superfície da terra sem torná-la imprópria
para a vida? O seu nome não deveria ser 'insecticidas ", mas sim "biocidas
".
(Rachel Carson, Silent Spring, pp.12-13.)
Pesticidas - uma bomba no meio de nós
"The occurrence of pesticides in the atmosphere is an important national issue. Studies have documented that some pesticides found in the atmosphere and in water have resulted from agricultural applications. Dissipation and accumulation of pesticide residues can limit the efficacy of some pesticide materials. Pesticides and transformation products in the atmosphere can be major health concerns and cause plant damage far from their sites of application. For example, methyl bromide, a widely used soil fumigant, has been implicated in damage to the stratospheric ozone layer. More than half of applied materials may ultimately reach the atmosphere. Today, pesticides have been detected in the atmosphere throughout the country, and a wide variety of pesticides are present in air, rain, snow, and fog. There is significant evidence that pesticides used in one part of the United States are carried through the atmosphere and deposited in other parts of the nation and beyond, sometimes in places where they are not even used.
Even in the Arctic and Antarctic, pesticides are found in the air, snow, people, and animals. The extent
of atmospheric pesticide contamination has not been adequately studied. No one knows for sure just how many people nationwide have been sickened by pesticide drift. The federal government doesn’t officially track such cases. But researchers at the EPA and the CDC have estimated that there are more than 5,000 serious poisonings a year from accidental drift.
Off-target spray can affect human health and the environment. For example, spray drift can result in pesticide exposures to farmworkers, children playing outside, and wildlife and its habitat. Drift can also contaminate a home garden or another farmer’s crops, causing illegal pesticide residues and/or plant damage. The proximity of individuals and sensitive sites to the pesticide application, the amounts of pesticide drift, and the toxicity of the pesticide are important factors in determining the potential impacts from drift. The drift of spray from pesticide applications can expose people, wildlife, and the environment to pesticide residues that can cause health and environmental effects as well as property damage.
Marvin J. Levine, Pesticides_ a toxic time bomb in our midst , 2007.
Bio Trocas – 5 de Maio
No último domingo, dia 5 de Maio, as chuvas deram tréguas à
realização do Bio Trocas, onde como já vem a ser hábito produtos hortícolas
biológicos, artesanato local, doces tradicionais e outras iguarias caseiras
puderam mais uma vez ser partilhados por todos os participantes da feira do Forte Grande
de São Mateus.
Resta-nos assinalar que assim que haja condições propícias à realização deste evento, a Gê-Questa terá todo o gosto em convidar novamente todos os interessados a virem partilhar connosco dias solarengos com novos produtos e ideias.
Resta-nos assinalar que assim que haja condições propícias à realização deste evento, a Gê-Questa terá todo o gosto em convidar novamente todos os interessados a virem partilhar connosco dias solarengos com novos produtos e ideias.
Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Email da Avaaz.org l
Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foi mais forte!!
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos:
- Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.
- Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. A Avaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.
- Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!
- Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de entregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.
- Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelha e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente em uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada. Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!
| Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres |
Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :)
Com esperança e alegria,
Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz
PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/po/
PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha: http://www.avaaz.org/po/
FONTES
A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles:
UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7)
http://noticias.r7.com/
UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)
http://pt.euronews.com/2013/
Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.
Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop)
http://www.presseurop.eu/pt/
Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent)
http://www.independent.co.uk/
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